Floridas ruas de um âmago
E uma lucidez que voa feito um balão.
Uma brusca facada no estômago
Sem a mínima atuação.
Ternura que seca
Onde sua frieza canta.
Nesse lenço chorou;
Nesse chão adormeceu;
Nesse sonho acordou;
E deste mundo lamentou.
Um Eterno Devaneio
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Miscelânea mental #1
A alma rasgara sua pele,
Destroçou véus.
Sufocamento daquele
Que sonhava em tocar os céus.
O corpo se afogara
Em mares de amargura.
No peito, enorme fardo
E um coração atrapado.
Ventania destruidora
E destino de meio dissabor.
Não se sabe de forma certeira
Se morreu de dor ou amor.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Caneta tinteiro
Escreva a vida à tinta
Não há o que temer
Arrependimentos nem aos trinta
Você não soube viver.
Sinta a adrenalina,
Tire a fechadura,
A estrada te ensina
Que nada é uma doçura.
Não seja covarde,
Esconda esse lápis,
Ria até tarde.
Não há o que temer
Arrependimentos nem aos trinta
Você não soube viver.
Sinta a adrenalina,
Tire a fechadura,
A estrada te ensina
Que nada é uma doçura.
Não seja covarde,
Esconda esse lápis,
Ria até tarde.
Desconhecido #1
Acordo com uma angústia no peito,
Nenhuma explicação me traz conceito.
Quero liberdade dessa dor
Seria o seu amor meu libertador?
Mas quem é você?
Já te vi passar?
Quiçá esteja cheia de tolice
Ou simplesmente falte o ar.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Penumbra
Não tenho certeza,
Talvez essa neblina seja fruto meu,
Da minha tristeza,
Daquilo que ninguém debateu.
A minha própria ignorância,
A minha mediocridade na penumbra
Enquanto há luz em abundância,
Eu grito que alguém me cubra.
A escuridão da pobreza,
Espírito desabitado e abstrato,
Que tanto se despreza,
É apenas um ser barato.
Talvez essa neblina seja fruto meu,
Da minha tristeza,
Daquilo que ninguém debateu.
A minha própria ignorância,
A minha mediocridade na penumbra
Enquanto há luz em abundância,
Eu grito que alguém me cubra.
A escuridão da pobreza,
Espírito desabitado e abstrato,
Que tanto se despreza,
É apenas um ser barato.
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Sou a que ninguém encontrou
Sou a que nunca apareceu
Sou a que a natureza moldou
Sou a que tudo perdeu
Sou a que a vida baleou
Sou a que nasceu
Sou a que morreu
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Nirvana
Veja sua hemorragia foragida,
Veja seu coração azedado,
Veja como anda perdida,
Veja como é arriscado.
Ela é um frasco de sonhos,
mas ainda não aprendeu a amar.
Bebe taças com espinhos.
Não encontra lugar para se abrigar.
Diz que todos subornamos a felicidade,
Compramos a amizade.
Omitimos com crueldade.
O céu, sua imensidão é inefável.
E sob as estrelas ela chora os prantos,
E sob o Sol ela cega seus olhos cor de mel,
E sob o teto ela estica seus braços.
Passa como desconhecida,
Em seu cabelo, uma margarida.
Nos campos floridos, ela se perde.
Contempla a brisa até tarde.
Toma seu café olhando o horizonte
Que se esconde atrás de uma ventana.
Vê a liberdade tão atraente.
Em paisagens, busca seu nirvana.
Vela ofuscada.
Curada e adoçada.
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