sábado, 14 de dezembro de 2013

Caneta tinteiro

Escreva a vida à tinta
Não há o que temer
Arrependimentos nem aos trinta
Você não soube viver.

Sinta a adrenalina,
Tire a fechadura,
A estrada te ensina
Que nada é uma doçura.

Não seja covarde,
Esconda esse lápis,
Ria até tarde.

Desconhecido #1

Acordo com uma angústia no peito,
Nenhuma explicação me traz conceito.
Quero liberdade dessa dor
Seria o seu amor meu libertador?

Mas quem é você? 
Já te vi passar?
Quiçá esteja cheia de tolice
Ou simplesmente falte o ar.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Penumbra

Não tenho certeza,
Talvez essa neblina seja fruto meu,
Da minha tristeza,
Daquilo que ninguém debateu.

A minha própria ignorância,
A minha mediocridade na penumbra
Enquanto há luz em abundância,
Eu grito que alguém me cubra.

A escuridão da pobreza,
Espírito desabitado e abstrato,
Que tanto se despreza,
É apenas um ser barato.

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Sou a que ninguém encontrou
Sou a que nunca apareceu
Sou a que a natureza moldou
Sou a que tudo perdeu
Sou a que a vida baleou
Sou a que nasceu
Sou a que morreu

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nirvana


Veja sua hemorragia foragida,
Veja seu coração azedado,
Veja como anda perdida,
Veja como é arriscado.


Ela é um frasco de sonhos,
mas ainda não aprendeu a amar.
Bebe taças com espinhos.
Não encontra lugar para se abrigar.


Diz que todos subornamos a felicidade,
Compramos a amizade.
Omitimos com crueldade.


O céu, sua imensidão é inefável.
E sob as estrelas ela chora os prantos,
E sob o Sol ela cega seus olhos cor de mel,
E sob o teto ela estica seus braços.


Passa como desconhecida,
Em seu cabelo, uma margarida.
Nos campos floridos, ela se perde.
Contempla a brisa até tarde.


Toma seu café olhando o horizonte
Que se esconde atrás de uma ventana.
Vê a liberdade tão atraente.
Em paisagens, busca seu nirvana.



Vela ofuscada.
Curada e adoçada.

sábado, 4 de maio de 2013

Sonhos

Eu prefiro os sonhos à ter de viver esta realidade cheia de empecilhos imundos.

Era tudo ilusão

Centímetros que distanciam nossa respiração,
Segundos antes de um enorme calafrio,
Os lábios que se encontram,
Olhos que se encaram,
Era tudo ilusão.

Você não existe

E estes meus olhos
Que carregam sofrimento
Escondidos por cabelos
Ajudando no próprio isolamento

Uma ânsia de seu cheiro,
Minha cara-metade,
Você não existe.

domingo, 24 de março de 2013

Reino

O orvalho pacífico que se cala
Emudecido pela aurora branca
Como o homem que porta sua arma
Mas é domado pelo sacerdote

O destemido é enfraquecido,
Parecia rígido como rocha,
No entanto, virou dócil, brando e manso
Seu psíquico afetado por um reino

Seria este uma ficção humana,
Ou uma zona de conforto mística?
Talvez uma imposição clerical

Certa imposição brutalmente abstrata,
Ou uma teoria concreta, mas tênue,
Todavia, o humano é um jegue.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A utopia

     Sinto que a cada passo que dou, uma parte da minha alma se dissolve; dissolve-se em dor, em angústia e até em melancolia, tudo isso escorre pelos meus olhos com lágrimas de gosto salgado, um gosto de escrita.
     O chão parece cair, o rio lá embaixo parece banhar; todo este sacrifício de dor irá me lavar, pode até demorar, mas algum dia estarei pura.
     Sinto como se eu fosse uma alma que abandona seu corpo, vago pela grama coberta de orvalho, o frio da madrugada, sento-me esperando o amanhecer do Sol, que irá me esquentar; e todos aqueles que nunca tiveram esperança em mim, bem, eles são só a terra em que eu piso, eles me dão o chão o qual eu uso para subir. Eis o patamar da inteligência, o patamar inalcançável, o patamar do bem-estar, a utopia humana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Terra

Que interessante o que chamamos de Terra,
Onde pisamos encontramos ganância
E ainda por cima, em extravagância,
Causando entre as pessoas uma certa distância.
Eis o lugar em que a ignorância
É sinônimo de elegância.

O abismo

Nascemos em meio ao pedantismo,
Fomos criados para o esportismo
Pois a vida é um perigo;
Um simples tropeço e caímos ao abismo
De um falso moralismo.