terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A utopia

     Sinto que a cada passo que dou, uma parte da minha alma se dissolve; dissolve-se em dor, em angústia e até em melancolia, tudo isso escorre pelos meus olhos com lágrimas de gosto salgado, um gosto de escrita.
     O chão parece cair, o rio lá embaixo parece banhar; todo este sacrifício de dor irá me lavar, pode até demorar, mas algum dia estarei pura.
     Sinto como se eu fosse uma alma que abandona seu corpo, vago pela grama coberta de orvalho, o frio da madrugada, sento-me esperando o amanhecer do Sol, que irá me esquentar; e todos aqueles que nunca tiveram esperança em mim, bem, eles são só a terra em que eu piso, eles me dão o chão o qual eu uso para subir. Eis o patamar da inteligência, o patamar inalcançável, o patamar do bem-estar, a utopia humana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Terra

Que interessante o que chamamos de Terra,
Onde pisamos encontramos ganância
E ainda por cima, em extravagância,
Causando entre as pessoas uma certa distância.
Eis o lugar em que a ignorância
É sinônimo de elegância.

O abismo

Nascemos em meio ao pedantismo,
Fomos criados para o esportismo
Pois a vida é um perigo;
Um simples tropeço e caímos ao abismo
De um falso moralismo.